Rodrigo Santiago

Indiana Jones, Casino Royale e A intérprete

In Ficção on 23, junho, 2008 at 15:59

Final de semana cheio, finalmente fiz algo que costumava fazer há muito tempo e que estava com saudade, assistir a vários filmes, um atrás do outro. Entre filmes já vistos, inéditos, lançamentos, bons filmes e bombas, três filmes se destacaram para mim.

O primeiro — em ordem de destaque — foi “Indiana Jones e reino da caveira de cristal”. Estava um pouco ansioso para vê-lo, mas não esperava muito dele, apenas um filme divertido na saga do famoso “arqueólogo”. Longe da imagem do arqueólogo prostrado com a bunda para cima sob o sol, escavando a areia com um pincel de meia polegada para encontrar cacos de cerâmica.

Indiana Jones

É óbvio que este filme não seria o mesmo caso não fosse dirigido pelo Steven Spielberg e com o Harrison Ford. Ele é bem divertido, e quem esperava algo mais do que entretenimento puro e simples deve ter ficado desapontado. O início do filme me lembrou os filmes de espionagem da guerra fria, e tem uma atmosfera similar a de “Indiana Jones e a última cruzada”; além de uma vilã com características peculiares, típico de tais filmes.

Não pude deixar de rir da referência ao arqueólogo Gordon Childe, um dos mais conceituados estudiosos da pré-história, num momento não usual. E há outra referência indireta ao mesmo arqueólogo, quando Jones cita as escavações à ilha de Skara Brae (que também é uma ilha nos jogos da série Ultima), pois Childe participou de uma escavação realizada nesta ilha. O filme se passa em 1957, ano em que Gordon Childe morreu. Pura curiosidade.

O que pode ter decepcionado alguns é que é um filme despretensioso, não tenta ser uma daquelas seqüências que pretendem resgatar o herói e colocá-lo num pedestal. Os elementos novos inseridos foram, a meu ver, bem explorados a ponto de não ficarem saturados. Há cenas bobas, claro, mas, nesse caso, servem para divertir ainda mais. Apesar da música tema ser usada como base para algumas trilhas de fundo, ela não fica enfadonha. E um erro muito comum em seqüências do tipo é saturar a imagem do herói ou de algum elemento característico do filme, querendo dar relevância maior do que realmente há. E não tive a impressão de ocorrer isto nesse filme.

* * *

Às vésperas do lançamento do próximo filme do espião double O seven, previsto para este ano, acabei assistindo, por acaso, ao último filme da franquia, “Casino Royale”. Nunca consegui assistir a um “James Bond” do início ao fim, sempre os achei muito chatos. Já “Casino Royale” me prendeu do início ao fim. Achei um bom filme e Daniel Craig ficou muito bem caracterizado como Mr. Bond. O Pierce Brosnan me pareceu meio insosso. Depois dessa pretendo dar uma nova chance aos outros filmes da franquia, inclusive os com o Sean Connery e Roger Moore.

Cassino Royale (1967)
Oops, filme errado.

* * *

No molde dos filmes de inteligência e ação, “A intérprete”, dirigido por Sydney Pollack estrelado por Sean Penn e Nicole Kidman, é um filme bem feito, que não se apóia completamente na ação e que aposta nas reviravoltas do roteiro que sempre levam o espectador para um caminho diferente, até mesmo nos minutos finais do filme. Uma trama bem armada e que também prende a atenção. É muito bom poder terminar de assistir a um filme sem ficar com aquele sentimento de tempo perdido no final.

Um paralelo entre os três filmes é que eles tem espionagem no meio.

Au revoir.

  1. Oi Rodrigo, eu conheço e ja vi os dois filmes A interprete e Cassino Royale.
    Gostei muito de ambos, mas ainda não vi o Indiana Jones, terei que aguardar ir para a Locadora para eu ver, o cinema da minha cidade(Palmas-TO) fechou.
    Mas eu imagino que tenha aventura 🙂
    Indiana Jones só me faz lembrar do “As minas do Rei Salomão”.

  2. Porra Woody, aqui é o Henrique (Batata), do CEFET. Tá ruim de identificar as pessoas, ó pá?!

  3. @Iara,
    No último ano morei em uma cidade sem cinema, é realmente muito chato ter que esperar os filmes chegarem na locadora. Realmente Indiana Jones remete diretamente a Allan Quatermain, o protagonista de As minas do rei Salomão e outros filmes.

    @C. Henrique,
    Enganos acontecem, ainda mais com tantas coincidências, hehehe.

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