Rodrigo Santiago

Desmundo, O tempo de cada um

In Ficção, Históricos on 9, outubro, 2003 at 12:21

Sessão dupla de cinema no CIC, começando com “Desmundo” e terminando com “O tempo de cada um”. 

Fui ver “Desmundo” envolto de expectativa, ouvi mil (isso é uma hipérbole) comentários a favor do filme, e indo ver o filme cheio de expectativa, eis que saio da sessão um tanto decepcionado. É, achei o filme um tanto quanto chato. Naum gostei do roteiro na realidade. O resto do filme eh bom, a fotografia boa, a direção de arte muito boa, mas o roteiro deixou algumas pontas soltas que de jeito nenhum deveriam ficar soltas. 

Um ponto que talvez possa pesar eh a minha implicaancia com filmes de época, tal qual “1492: a descoberta de um paraíso” que todos falam ser o máximo, eu acho uma chatura. O interessante deste filme (e o que me fez querer vê-lo) é o fato de ser falado em português arcaico, apesar de a pronúncia de certas palavras – como o ‘não’ – serem idênticas a hoje em dia, o que com certeza não era nos idos de 1570. Além do portugê arcaico, tem os idiomas indígenas e africano (naum sei qual idioma indígena específico nem qual idioma africano específico). 

Um furo no roteiro que me incomodou muito, foi a cena quando Oribela está fugindo com Ximenes e seu marido Francisco aparece do nada à cavalo na praia. Claro que tem um motivo mas que ficou de fora na hora da montagem do filme, talvez esta seja uma estratégia de marketing, fazendo com que a gente saia da sessão e queira comprar o livro. Mas eu duvido. 

Depois assisti a “O tempo de cada um”, e, estando um pouco incomodado por causa de “Desmundo” ou não, eu gostei do filme. A sinopse, a grosso modo, trata da história de três mulheres (por isso o subtítulo Three portraits no título original do filme, omitido na tradução) e como cada uma delas faz para dar continuidade ou sentido em sua vida. Mulheres distintas, diferentes faixas etárias, diferentes situações de vida. 

O filme também procura trazer uma reflexão de o quanto uma decisão feita em segundos pode dar uma guinada total na vida da pessoa que toma a decisão, e de como essa decisão tem o seu momento, ou seja é agora ou nunca, ou pelo menos até a próxima chance. É filmado todo em digital e com a câmera sempre à mão, o uso de zoom incomoda um pouco e deixa as tomadas com uma qualidade ruim, o uso de imagens paradas (stills) procura trazer um pouco de tensão para certos momentos, dando um ar estroboscópico às tomadas, me incomodaram sempre que acontecia, e não sei se atingem o esperado.

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