Rodrigo Santiago

Posts de Abril, 2007

O cinema e a viagem no tempo

In Ficção on 26, Abril, 2007 at 16:28
Droga, perdi o vestibular!

Droga, perdi o vestibular!

Viagem no tempo foi e é um tema muito interessante no cinema de ficção, teve sucessos e não tão sucessos cinematográficos, como a consagrada trilogia “De volta para o futuro”, “Donnie Darko”, “O efeito borboleta”, “A máquina do tempo” e tantos outros. Mas todos estes filmes sempre apresentam algum tipo de falha lógica ou algo do tipo nessa relação entre passado, presente e futuro. Por quê?

A resposta é simples: as viagens no tempo são improváveis. Embora eu não seja especialista no assunto, sei que o tempo como concebemos (linear) é apenas uma convenção, já que o tempo em si é apenas um conceito abstrato que o ser humano tornou — de certa forma — concreto, atribuindo números a ele. Mas fatos que ocorreram já se apagaram, acontece e fica na lembrança, o presente é paupável, o passado, não. Na minha humilde opinião a única forma fisicamente possível de se viajar no tempo é congelando-se sem envelhecer e acordar no futuro. Mas aí não haveria a possibilidade de volta, e não sei se já inventaram um método de congelar um ser vivo e conseguir descongelá-lo com vida em outro momento.

Por isso eu acho injusto criticar algum erro de lógica em filmes de ficção que tratem de viagem no tempo, pois, acredito eu, nenhum filme de ficção é feito com o intuito de provar que a viagem no tempo é possível, ela é usada apenas como um artifício para tornar uma história interessante. Afinal, o cinema é a grande arte de enganação, não é mesmo?

Tudo sobre minha mãe

In Ficção on 12, Abril, 2007 at 20:49

Assisti recentement a “Tudo sobre minha mãe”, do Almodóvar. Resumidamente, o que tenho a dizer é: nossa, que filme desgraçado de bom! É o primeiro filme dele a que assisto, já tive oportunidade de ver este e outros filmes dele, mas nestas oportunidade não me senti preparado para assistir. É um tipo de filme que gosto: sobre pessoas reais, com suas fraquezes e seus pontos fortes. Todos são humanos. Almodóvar traz os “freaks” do underground para o “mundo real”, e os mostra como seres humanos, com dúvidas e problemas como qualquer pessoa dita normal. E ao mesmo tempo que faz isso, mostra como pessoas “normais” têm atitudes consideradas anormais pelos outros. Não utiliza rótulos ou estereótipos para definir a personalidade das personagens, uma das principais falhas de muitos cineastas. É um filme bonito, em que tudo funciona. A fotografia é fantástica, a direção de arte intensa (cores fortes, vibrantes), muito bem dirigido e um elenco que dispensa comentários. Foi uma excelente porta de entrada na filmografia de Almodóvar.

[youtube]xfErk52u1PM[/youtube]

Um belo momento de introspecção da personagem principal. A trilha sonora é fundamental.